Social

O Stagium é a primeira companhia de ballet a utilizar a dança como forma de integração social e de cumprir com sua responsabilidade social, criando e mantendo diversos projetos voltados à educação.

Foi em 1974, durante a turnê da companhia sobre a Barca Juarez Távora no Rio São Francisco, participando do projeto de Pascoal Carlos Magno “Barca da Cultura, que o Stagium se conscientizou da possibilidade de utilizar a dança como instrumento fundamental no processo socioeducativo. Partindo do princípio do que fazer, onde fazer, como fazer e para quem fazer, Marika Gidali e Décio Otero, fundadores e diretores da companhia, criaram inúmeros projetos sociais.

O trabalho social do Ballet Stagium vai mais além, dançando em favelas, presídios, no meio da rua, praças, favelas, igrejas, mosteiros, fábricas, museus, ambulatório do Hospital das Clínicas, escolas da periferia e unidades da FEBEM (atual Fundação Casa).

Projetos:

1- “PROJETO STAGIUM VAI ÀS ESCOLAS”:
Objetiva a realização de espetáculos temáticos nos espaços escolares, transformados pela equipe técnica da companhia em “espaços culturais”.

2- “PROJETO DANÇA À SERVIÇO DA EDUCAÇÃO”:
Visa a proporcionar às crianças e adolescentes o contato direto com o universo da beleza, harmonia e expressividade da dança, dando-lhes motivações para reinterpretar com clareza o tema apresentado no espetáculo.

3- “PROJETO STAGIUM LEVA ESTUDANTES AO TEATRO”:
Objetiva apresentar espetáculos do repertório da companhia que enfocam história, teatro e literatura do Brasil, como os seguintes espetáculos e temas: “Coisas do Brasil” (a colonização); “Batucada” (o gestual do homem brasileiro); “Missa dos Quilombos” (a presença africana no Brasil); “Dança das Cabeças” (o processo de migração no Brasil); “Kuarup” (o genocídio de tribos indígenas); “Floresta do Amazonas” “Pantanal”, “Rosa” e Césio (ecologia e preservação do meio ambiente); “Dance Lá que Eu Danço Cá” (valorização do homem rural); “Sonhos” (pintores surrealistas); “Anjos da Prata” (a literatura de cordel); “Paulistânia” (retratos da cidade de São Paulo); “À Margem dos Trilhos” (experiências na FEBEM); “Pátio dos Milagres” (considerações sobre a fé); “Tangamente” (o homem latino-americano); “Stagium Dança o Movimento Armorial” (o movimento artístico criado por Ariano Suassuna na década de 70 em Pernambuco).

4- “PROJETO PROFESSOR CRIATIVO”:
A partir do resultado do projeto anterior, observaram-se falhas na sensibilização dos alunos, tornando-se necessário desenvolver um trabalho mais abrangente com os professores. Em 1996, foi realizado o “programa piloto” do “Projeto Professor Criativo” na sede do Ballet Stagium, na Rua Augusta. Sem se ater a nenhuma estrutura curricular, as aulas enfatizavam a importância da arte da dança como processo socioeducativo. É pertinente ressaltar que em nenhum momento objetivou-se implantar cursos de dança nas escolas públicas e nem a formação de bailarinos. Todos os cursos, ao longo dos anos, foram amplamente documentados em vídeos, entrevistas gravadas e documentação escrita.

5- “PROJETO JOANINHA”:
O trabalho com crianças e adolescentes, a partir de 1998, comprovou que as atividades artísticas lhes despertavam grande interesse, permitindo aos especialistas trabalharem com diversos aspectos relacionados com o desenvolvimento pessoal e social dos envolvidos, principalmente crianças pertencentes a famílias de baixa renda da periferia de São Paulo. A dança é um canal aberto a descobertas de potencialidades que ajudam na formação da identidade pessoal e coletiva do futuro cidadão. Constatou-se que, fortalecendo a autoestima, metas e sonhos tornavam-se mais fáceis de serem atingidos. O “Projeto Joaninha” iniciou-se em 1999, com o objetivo de oferecer a crianças e adolescentes das escolas públicas da periferia de São Paulo a oportunidade de descobrir, através da dança, a importância da obtenção de conhecimento, informação e cultura, despertando o interesse pela própria formação. Atividades oferecidas: danças circulares, danças folclóricas, capoeira, dança de rua, dança livre, dança moderna, ballet. Público atendido: crianças de 7 a 14 anos pertencentes às escolas públicas da periferia da cidade de São Paulo. Resultados: inúmeras apresentações do espetáculo “Danças da Ilha de Santa Cruz” pelo elenco infantil, “Batucada” pelo pré-juvenil, “Choros” pelo juvenil, em congressos, escolas públicas

6- “PROJETO STAGIUM-FEBEM”:

7- “PROJETO CAPOEIRA”:

“Projeto Escola Aberta”?

Nas unidades da FEBEM manteve durante 3 anos o “projeto dança de rua” e “projeto capoeira”.?